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Além de um sistema produtivo e eficiente, uma empresa deve ter um ambiente de trabalho que garanta a segurança de seus funcionários e que esteja de acordo com as normas regulamentadoras para que seu sucesso seja garantido. Nesse sentido, entender o que é biossegurança é uma das preocupações fundamentais.

Sem iniciativas para redução de riscos dentro do negócio, uma gestão pode sofrer consequências judiciais e financeiras. Por isso, a atuação de um técnico em segurança do trabalho deve ser pautada em conceitos sólidos e reais, tanto para pensar na manutenção da saúde humana, animal e, também, ambiental.

Pensando nisso, preparamos um post para que você possa aprender um pouco mais sobre esse assunto. Tenha muita atenção em sua leitura e aproveite!

O que é biossegurança?

A palavra biossegurança carrega um importante significado. “Bio” se refere à vida em nosso planeta e “segurança”, como o próprio nome já diz, se relaciona com a proteção e o afastamento de perigos.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a biossegurança é (com formatação de acordo com o documento original):

Conjunto de medidas e procedimentos técnicos necessários para a manipulação de agentes e materiais biológicos, capaz de PREVENIR, REDUZIR, CONTROLAR ou ELIMINAR riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e vegetal, bem como o meio ambiente.

Em outras palavras, ela visa diminuir as ameaças e os perigos que possam ser gerados com a manipulação de biotecnologias, como os micro-organismos, plantas e outros materiais de estudo.

No Brasil, temos a Lei da Biossegurança (Lei nº 11.105/2005) que, entre outras coisas, cria o Conselho Nacional de Biossegurança (CDB). Além disso, torna obrigatória a formação de uma Comissão Interna de Biossegurança em todas as empresas que realizam pesquisas com organismos geneticamente modificados.

Como e onde ela deve ser aplicada?

A biossegurança deve estar presente em todos os processos de pesquisa, desenvolvimento e outras atividades profissionais relacionadas ao assunto. À medida que o tempo passa, as necessidades de nossa sociedade ganham novas formas e a pesquisa científica precisa acompanhar essas mudanças.

Então a biossegurança é uma forte aliada da prevenção de acidentes, do uso consciente dos recursos de nosso planeta e da melhoria da qualidade dos produtos do mercado. Assim, vai ao encontro das relevantes preocupações sobre sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

Dessa maneira, algumas das medidas que devem ser adotadas em sua empresa são:

  • uso de álcool gel para a esterilização das mãos de seus funcionários;
  • descarte correto dos equipamentos e materiais utilizados no processo produtivo;
  • proteção contra radiações emitidas por equipamentos;
  • criação de um ambiente de trabalho ergonômico e seguro;
  • eliminação dos vetores biológicos;
  • sinalização adequada, acompanhada de mapas de risco;
  • conscientização de sua equipe de trabalho em relação à importância do manuseio adequado de suas ferramentas e utensílios, especialmente os de uso coletivo, como maçanetas, telefones etc.

O papel dos EPIs

Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são parte fundamental de um plano de biossegurança. Além de proporcionarem a segurança individual frente à exposição a certos riscos ambientais, os EPIs ajudam a evitar propagações e, assim, diminuir as chances de contaminação.

Com o uso adequado de EPIs no dia a dia das empresas, há uma prevenção muito mais eficiente de danos à saúde do colaborador e ao meio ambiente. Isso vale especialmente para empresas com atividades de manipulação biológica, uso de radiação e contato com agentes patogênicos.

Entre os EPIs mais importantes nesse sentido, estão:

  • aventais: são essenciais para proteger a região do tórax de possíveis resíduos de contaminação. Quando se trata de atividades relacionadas à radiação, o ideal é que esse EPI seja de chumbo;
  • óculos de proteção: os óculos evitam que o colaborador tenha contato com partículas ou microrganismos a partir dos olhos, uma região bastante suscetível à contaminação;
  • protetores de gônada: são EPIs destinados à proteção-extra dos órgãos reprodutores masculino e feminino, que são mais sensíveis aos efeitos de alguns agentes ambientais, especialmente a radiação;
  • luvas descartáveis: em atividades operacionais em que há riscos biológicos, as luvas descartáveis são absolutamente necessárias para que o colaborador seja protegido de contaminação. Lembrando que o descarte correto é essencial para que não haja propagação dos agentes;
  • calçados de segurança: da mesma forma, o uso de calçados adequados é um dos passos para a biossegurança, de preferência, com áreas de higienização próprias e cuidando da conservação eficiente do material.

O foco nas necessidades do cliente

Para revendedores de EPI, entender o que é biossegurança e, principalmente, qual é o papel dos EPIs na manutenção dela, é essencial para que as vendas tenham um propósito alinhado às necessidades do cliente. Em outras palavras, o fornecimento dos equipamentos adequados se torna mais cuidadoso.

Por exemplo, empresas com alto grau de riscos biológicos precisam contar com EPIs:

  • resistentes, que garantam uma boa vedação e consequente proteção a contaminações;
  • confortáveis, para que não se tornem empecilhos na rotina profissional do colaborador, que não pode se sentir desmotivado a usá-los;
  • com Certificados de Aprovação válidos, não somente para evitar problemas com fiscalizações, mas, também, para que tenham seu potencial de proteção sempre em dia, entre outros aspectos.

Por todos esses motivos, a revenda de EPI é protagonista na manutenção da biossegurança. Cartelas de equipamentos amplas, versáteis e, sobretudo, de qualidade são essenciais para que as necessidades do cliente não se percam de vista.

Quais são as classificações de riscos biológicos?

Uma gestão eficiente precisa criar um plano de ações que possibilite a visualização dos riscos biológicos existentes. Assim, vale a pena começar pela observação das classificações de risco. Veja:

  • risco 1: agentes biológicos que têm potencial de contaminação baixo ou nulo;
  • risco 2: também chamado de risco moderado, ele determina os casos em que as infecções e contaminações devem ser levadas em conta;
  • risco 3: agentes biológicos que apresentam riscos reais ao ambiente e aos funcionários;
  • risco 4: casos em que há um elevado grau de contaminação e propagação de agentes patogênicos.

O mercado consumidor está cada vez mais exigente. Desse modo, a fim de alcançar seus objetivos e ganhar notoriedade em sua gestão, um técnico de segurança do trabalho deve prestar um serviço de qualidade. E isso só pode acontecer com o acompanhamento das tendências e das exigências de sua gestão.

Agora que você sabe o que é biossegurança, viu que esse conceito é essencial para a manutenção da saúde dos funcionários e também está ligado à preservação da natureza. Ter um plano com iniciativas voltadas para esses objetivos possibilita um ambiente de trabalho saudável, consciente e seguro.

E então, o que você achou do nosso conteúdo? Tem alguma dúvida sobre o assunto? Conte para a gente no espaço de comentários!

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